Você já ouviu falar de narrativa ergódica?

Narrativa ergódica é uma ideia proposta pelo pesquisador Espen Aarseth em seu livro Cybertext (1997). Segundo este autor (1997, p.1-2) a ideia de narrativa/literatura ergódica deriva das palavras gregas “ergon” (trabalho) e “hodos” (caminho); nas narrativas ergódicas, esforços não triviais são exigidos para que o leitor/espectador/jogador atravesse o texto (como o apertar de botões em um video game). Para que a ideia de narrativa ergódica exista é preciso que exista uma narrativa não-ergódica onde o esforço para percorrer o texto seja trivial, basicamente se resumindo ao movimento dos olhos na linhas e no virar das páginas.

O que Aarseth (1997) propõe em seu trabalho é que as narrativas ergódicas envolvem esforços físicos, geram trabalho no leitor/espectador/jogador. Os video games, pela sua natureza interativa fundamentada em comandos em uma tela, joystick ou qualquer outra interface manifestam muito bem essa particularidade.

Porém, é possível encontrar exemplos de narrativa/literatura ergódica fora do universo dos video games. Olha esse exemplo aqui: o livro-puzzle Codex Silenda:

Dá pra entender claramente que para ler o livro, é preciso fazer um esforço completamente não-trivial de ter que resolver enigmas para abrir as próximas páginas.

Referência: AARSETH, Espen. Cibertext: Perspectives on Ergodic Literature. The Johns Hopkins University Press: Maryland, 1997.

Diferenciando protótipo de MVP

Embora frequentemente confundidos, o protótipo e o MVP (Produto Mínimo Viável) assumem funções distintas no processo de desenvolvimento de produtos, especialmente no contexto de